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Hospital Miguel Arraes


Palestra para Grupo Comunidade encerra Maio Amarelo no HMA



O Maio Amarelo foi tema do segundo encontro do Grupo Comunidade do Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, nessa quarta-feira (29), no auditório da unidade, encerrando a programação do mês escolhido para chamar atenção sobre acidentes de trânsito, com o objetivo de reduzir as ocorrências. O evento, promovido pelo Serviço Social e Departamento de Psicologia, trouxe uma palestra do ortopedista Fagner Athayde, do HMA, sobre a prevenção de acidentes automobilísticos.

O Grupo Comunidade é um projeto criado para aproximar as comunidades do hospital, promovendo um espaço de diálogo e orientações em saúde. Nesse segundo encontro estiveram presentes lideranças comunitárias de Olinda, Paulista e Abreu e Lima, além de acompanhantes de usuários internados no HMA. Mais de 50 pessoas lotaram o auditório.

Dr. Fagner mostrou números relacionados a acidentes de trânsito no Brasil e no Hospital Miguel Arraes. O HMA é a unidade de saúde mais procurada em casos de acidentes de trânsito ocorridos na Região Metropolitana Norte do Recife e referência em Traumato-Ortopedia, Cirurgia Geral e Clínica Médica. Numa comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e o primeiro trimestre de 2019 houve uma redução de quase 20% no número de notificações de vítimas de acidentes de trânsito no HMA. Por outro lado, ocorreu um aumento no número de internações nos três primeiros meses, passando de 197, no ano passado, para 201 pacientes, este ano, que tiveram de ser internados por conta da gravidade dos ferimentos. “O paciente vítima de um acidente de trânsito geralmente é um paciente grave e, com certeza, vai passar na frente de qualquer outro que esteja numa situação menos séria, mas que chegou primeiro. E pode ser internado, ocupando leito de enfermaria ou de UTI”, explicou o ortopedista.

Outras informações foram passadas durante a palestra. Estudos do Observatório Nacional de Segurança Viária mostram que o uso correto do capacete em motociclistas reduz o risco de ferimentos graves em 70% dos casos, e em 40% o risco de óbitos. No caso do cinto de segurança, a redução do risco de óbito é de até 50% para os passageiros do banco da frente e até 75% para passageiros do banco traseiro. Outro dado que impressionou foi quanto ao uso do celular ao volante. O motorista que envia mensagem de texto enquanto dirige aumenta em 400% o risco de sofrer um acidente.

Para finalizar, dr. Fagner orientou sobre o primeiro atendimento à vítima de acidente de trânsito e mostrou alguns casos atendidos no hospital, em que pacientes tiveram graves fraturas por falta de equipamentos de segurança. De acordo com o especialista, “quem está no trânsito deve ter consciência sobre o seu papel enquanto motorista ou pedestre”. Dados do Observatório de Segurança Viária mostram que 90% dos acidentes são causados por falhas humanas e mais de 70% das mortes no trânsito ocorrem em pistas retas. “Então é dever de cada um de nós ter responsabilidade e obedecer as leis do trânsito”, concluiu.



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